sábado, 19 de dezembro de 2009

Literatura Portuguesa (Os Lusíadas - Autor e Obra)

Os Lusíadas


            Os Lusíadas, clássico da Literatura Portuguesa, que narra de forma magistral, a viagem de Vasco da  Gama ao  redor da África e a descoberta do caminho marítimo ppara  as  Índias. Segundo José  Maria Rodrigues, um conhecido historiador, "Os Lusíadas são, ao  mesmo tempo, um poema e um museu, um monumento duplamente nacional, erigido  pelo gênio do poeta, para glorificar a  pátria, com materiais buscados principalmente em obras portuguesas".
            O autor desta magnífica Obra é Luís Vaz de Camões, um intelectual do Renascimento. Escreveu nesta Obra épica inesquecível, fatos onde são comemorados não apenas a Glória de  Deus, mas  também uma  raça, um homem, excepcionalmente o homem lusitano, desbravador e navegador.
            Camões é considerado um ícone da Língua Portuguesa e da Literatura Universal, comparando-se aos gêneros de Cervantes e Shakespeare; deixou para deleite  dos leitores, uma Obra  imortal.
            Em torno  de  seu  nome, existe uma lenda que parece derivar de uma ave, denominada "camão", conta a lenda, que esta  ave morre na ccasa onde houver suspeita dde infidelidade conjugal. Conta-se que um parente do poeta, suspeitando da fidelidade de sua  mulher, submeteu-a à prova, trazendo um "camão" para  a casa onde viviam, porém, a ave não  morreu, restituindo, desta forma, a confiança ao marido, que, por gratidão adotou-lhe o nome. Camões refere:
               
                                     "Experimentou-se algum'hora
                                      Da ave, que chamam Camão,
                                      Que se da casa onde mora
                                      Vê adúltera a senhora,
                                      Morrre de pura paixão."

              Os  Lusíadas, contém dez cantos perfeitos, no qual, por ordem poética; se declaram  em versos, os feitos dos portugueses nas partes da Índia, depois que fora descoberta  a navegação para lá.
              Vou ater-me ao Canto terceiro, no  qual, o  poeta narra a magnificiência com que Vasco da Gama é recebido pelo rei de Melinde, a quem Mercúrio havia falado do valor e da honradez dos lusos.
              Me senti muito inpirada ao  ler este Canto, o episódio de Inês de Castro me fascinou, nele o amor é personificado, como o pior dos deuses, porque leva a morte os seus escolhidos.
              Inês de  Castro foi coroada Rainha depois de Morta e declara que o seu único crime foi enntregar-se ao amor, ela é retratada como a mulher do colo  de alabastro, sua morte foi trágica, ela foi apunhalada no coração e decapitada.
              A morte de Inês de Castro, é comparada a uma flor, cortada antes do tempo.

                  Poema Dedicado a Inês de Castro

   Oh! Bela e formosa Inês!
   Que por ser de outra dinastia
   Tanto sofreu por mãos de cruéis soldados
   Somente por Amor a um Príncipe idolatrado.

   Oh! Terra Lusitana!
   Que tanta fama trouxe a história!
   Foste o palco de um trágico amor, entre um príncipe e uma plebéia
   Que tanto sofreu com esse amor exacerbado por ser filho da Terra.

   Oh! Príncipe inigualável!
   Coroaste com prazer a bela Inês
   Que mesmo morta
   Fora contemplada a Reinar com Glória e Majestade!
   Mesmo não estando entre os "vis" mortais.

   Oh! Amor incomparável!
   Que tanto sofrimento ocasionou
   Mas, com toda certeza
   Teve seus momentos louváveis na eternidade
   E na História D' Além-Mar
   Ficara gravada para sempre na memória!!

                                                      (Marli Dantas).